Viagem ao Taj Mahal, na Índia

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Viagem ao Taj Mahal, na Índia

É arriscado comer na Índia? Esta é a primeira pergunta que sempre me fazem ao saberem que viajei para a Índia. Logo em seguida querem saber se tive problemas gastrointestinais por conta da comida indiana.

Depois vêm as questões sobre cheiros, animais nas ruas e os rituais religiosos. As diferenças culturais e geográficas definem bem: a Índia é mesmo um país totalmente estranho aos hábitos brasileiros. Mas não menos interessante, principalmente para quem ama desbravar o mundo, justamente para conhecer a diversidade existente no planeta.

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Melhor hora para conhecer o Taj Mahal é ao amanhecer do dia

Minha viagem para a Ásia (a terceira para aquele continente) passou pela Índia, Vietnã e Turquia (sim, a cidade de Istambul tem parte de seu território em continente asiático e parte no europeu). Com promoção de passagem a R$ 3 mil, embarquei com a minha amiga Thábata Santos para conhecer de perto os hábitos e costumes indianos que havia algum tempo minavam meu imaginário.

Ainda no Brasil, descobrimos um guia indiano que nos ajudaria na missão de conhecer o Triângulo Dourado, nome dado à região onde estão as cidades de Agra, Jaipur e Delhi. Chegamos a ele por indicação de um amigo, que havia estado na Índia uns meses antes.

 

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Todo em mármore, o Taj Mahal foi uma prova de amor

Rumo ao Taj Mahal

O guia/motorista nos pegou no aeroporto e de lá seguimos viagem para Agra, a cidade do Taj Mahal. Do aeroporto de Delhi até lá foram cerca de quatro horas pelas estradas indianas.

Fazia frio e havia uma névoa no dia da chegada, ainda em fevereiro. Escolhemos um hotel bem próximo ao monumento, para poder ir caminhando no dia seguinte, ainda de madrugada, para ver o espetáculo do nascer do sol nesta que é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.

A cidade tem o padrão indiano: muito povoada, com população pobre e animais nas ruas.  Nem parece que ali, escondido entre os muros, está um dos mais fotografados palácios do planeta. O turismo em Agra é fonte da economia. E cada vez mais os visitantes estão descobrindo a região, que tem preços muito em conta.

Prova de amor

O Taj Mahal é uma majestosa construção, um mausoléu construído por cerca de 20 mil homens, trazidos de várias cidades, para erguer a homenagem do imperador Shah Jahan para sua esposa preferida. Ela morreu após dar à luz ao 14º filho e o Taj Mahal foi construído sobre seu túmulo, às margens do Rio Yamuna. A obra foi de 1632 a 1653 e é uma raridade pela simetria. Os quatro lados são exatamente iguais e o prédio é totalmente construído com mármore branco.

O belíssimo monumento tem ainda pedras semipreciosas e a cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é flanqueado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes. Por todo esse deslumbre, é considerada a maior prova de amor da história. Supõe-se que o imperador pretendesse fazer uma réplica do Taj Mahal original na outra margem do rio, em mármore preto, mas morreu antes do início das obras.

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Os templos exigem respeito e por aqui caminha-se apenas sem calçado

O local recebe milhares de visitantes todos os dias porque é realmente uma verdadeira obra-prima da arquitetura e nos faz pensar como se consegue tantos detalhes de maneira artesanal ou manual.

Para entrar é cobrado um ingresso, que dá dá direito a uma garrafa de água e uma espécie de pantufas descartáveis para serem usadas quando se entra no prédio principal.

Jardins enormes e muito bem cuidados, além de fontes de água e incríveis portões compõem o cenário do Taj Mahal. Porém, é a luz do começo do dia que deixa ainda mais imponente a construção secular.

Chegada à Índia

https://youtu.be/gUz6U6VaW7Q

Enfim o Taj Mahal

https://youtu.be/JCnIZghprD0

Fique atento às diferenças na Índia

Existem vários animais sagrados na Índia, incluindo os macacos. Eles são considerados reencarnação de Shiva e vivem livremente pelas ruas. Não se assuste se alguns deles baterem em sua janela à noite. E mantenha sempre tudo trancado, para não ser “roubado”.

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Os templos atraem visitantes para conhecer o dia a dia da Índia

Hindi x Hindu. O primeiro é o idioma oficial da Índia, o segundo é a principal religião, a terceira maior do mundo, perdendo em número de seguidores apenas para o cristianismo e o islamismo. ​Uma das principais características do hinduísmo se dá na divisão da sociedade indiana por castas. São grupos sociais compostos separadamente por brâmanes (sacerdotes), xátrias (guerreiros), vaicias (comerciantes), sudras (operários) e fora da estrutura social ainda existem os párias, também chamados de intocáveis. O hinduísmo é mais do que uma religião, configura todo um universo cultural indiano, com reflexo direto na sociedade e políticas locais.

É muito comum a divisão de filas entre homens e mulheres em praticamente todos os locais da Índia: aeroportos, templos, locais turísticos… Observe para pegar a fila certa.

Alguns custos para viajar para a Índia

Passagem – R$ 3.000 (promocional)
Hospedagem – R$ 120 por dia (média)
Alimentação – R$ 50 por dia (média)
Passeios – R$ 80 por dia (média)

Por: Ricardo Ruas – jornalista e viajante que já rodou 38 países (e contando) pelo mundo.

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